sexta-feira, 26 de março de 2010
M E M O R I A L
“Nenhuma história de vida pode ser construída sem a presença de Deus em nossa direção”.
A globalização tornou ainda mais urgente o questionamento sobre o mundo que queremos construir.
Eu ingressei no mercado de trabalho já sendo discriminada, onde a empresa a qual fui me identificar e solicitar uma vaga, não estava recebendo pessoas sem experiência profissional, foi à resposta que recebi ao fazer uma tentativa no ingresso. A empresa se chamava SUCEDIESEL – SUL CEARENSE DIESEL S.A., era uma empresa dos irmãos gêmeos Adauto e Orlando Bezerra aqui em Juazeiro do Norte-Ce e estava na sua fase de implantação, de fundação, talvez tivesse sido este o motivo pela qual a empresa estava recebendo somente profissionais habilitados na área de vendas de peças e automóveis tipos: Mercedes-Benz (Empresa onde meu pai Mauro Gonçalves de Macêdo teria comprado seu caminhão novo, truckado e foi trabalhar de caminhoneiro, para adquirir o sustento da família e daí então fez várias viagens transportando algodão da usina do Sr. Ivan Bezerra por longos anos).
Como sou brasileira e não desisto nunca conversei com o gerente na época Sr. Newton Fernandes da capital Fortaleza-Ce, que ele me acolhesse na empresa por um período de seis meses (que era o período de experiência nas empresas na época) e daí o gerente me deu esse crédito de confiança e eu fiz por merecer. No segundo mês o gerente já assinou minha carteira profissional como efetiva.
Trabalhei no período de 07 de novembro de 1979 a 10 de fevereiro de 1987, portanto sete anos e três meses. E lá assumi as funções de telefonista, almoxarifado, auxiliar de secretaria, faturista, recursos humanos, escrituração fiscal, enfim foi uma experiência formidável, ou seja, saindo de lá estaria prestes a assumir qualquer função no mercado de trabalho.
Depois a empresa foi vendida a terceiros, se tornou NOVATERRA DIESEL, IPLAC SUL DIESEL e hoje CEARÁ DIESEL que fica localizada à Av. Leão Sampaio vizinho a empresa de ônibus Guanabara.
Ainda trabalhando na SUCEDIESEL, me casei com Francisco Lima de Sousa - promotor de vendas, na CODEMA e dessa união nasceram três lindos e inteligentes filhos: George, Filipe e Vinícius, onde senti a necessidade de cuidar melhor dos nossos filhos, de ser mais presente na vida deles, foi que obtive a minha segunda experiência profissional como autônoma, abri uma empresa denominada WAIKIKI MODINHA – loja infanto-juvenil que localizava de início à Rua Carlos Gomes, próximo a Prefeitura Municipal, depois tive que me mudar para um local mais comercial a Rua São Luiz entre as Ruas São Pedro e São Paulo. E a família foi aumentando, os problemas com as secretárias em casa surgindo, daí tive a idéia de colocar o comércio em casa na nossa primeira residência à Rua Padre José Alves nº 45 no Bairro do Socorro onde residimos por 11 anos. Este período foi de 10 de fevereiro de 1988 a 28 de fevereiro de 1994.
Minha terceira experiência profissional foi o ingresso na educação onde é sempre um momento para pensar nas conquistas e nas necessidades sociais do nosso tempo no espaço em que vivemos. Comecei a valorizar ainda mais o ser humano, na autonomia das escolas e dos educadores na tomada de decisões e organização das ações que favorecem a alfabetização emocional dos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem na EEF Professora Maria de Lourdes Lopes de Souza como professora, no período de 16 de março de 1994 a 30 de maio de 1998 e neste mesmo ano fui efetivada através de concurso público municipal pela Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte-Ce, com a função de Professora Titular de Língua Portuguesa e assumi o cargo comissionado na mesma Unidade Escolar como Diretora Administrativa.
Logo em seguida fui convidada para assumir na Secretaria de Educação do Município na função de Gerente de Implementação de Diretrizes na gestão 2001 a 2004. E no período de 2005 até 31 de janeiro de 2010 - técnica no setor de Recursos Humanos.
Sou também funcionária pública estadual onde fui aprovada como Professora Titular em Língua Portuguesa conforme Diário Oficial nº 014 de 21/01/02 e logo em seguida fiz o concurso para gestores escolares e fui aprovada por prova eliminatória e classificatória, apresentei provas de títulos, entrevista e fui convidada pela diretora administrativa a Professora Tânia Pinheiro (eleita pela comunidade) na EEFM D. Maria Amélia Bezerra na função de Coordenadora Escolar de Gestão, onde trabalhei por duas gestões 2002 a 2004 e 2005 a abril de 2009. Continuando minha história de vida na educação, mais uma vez fui aprovada no concurso para gestores escolares e mais uma vez fui aprovada conforme D.O. nº 166 de 04/09/09 e desde maio de 2009 fiquei protempore e depois efetiva na EEFM Prefeito Antônio Conserva Feitosa a convite da atual diretora administrativa – Adriana Cristina Anastácio Leite.
Sou uma pessoa alegre, comunicativa, otimista, de espírito elevado, assídua, pontual, colaboradora, disciplinada e obediente, respeito demais o ser humano e acredito no meu potencial e respeito muito a hierarquia no trabalho (qualidades que aprendi com meus pais e a vida tem me ensinado bastante).
A escola existe em função do educando. Alguns exemplos, recolhidos na prática pedagógica demonstram como razão e sentimentos caminham juntos no processo ensino-aprendizagem.
Minha vida pessoal com a minha família tem me dado um suporte para que tenha essa disponibilidade, essa vontade de querer sempre mais e mais – o melhor; de pensar grande, de fazer a diferença e isso nos dá um resultado positivo na vida profissional. Assim como os nossos alunos de escola pública.
*Quero fazer da minha vida uma linda história de amor, porém devo apresentar algumas colocações no meio em que vivemos; com relação às vivências:
* O ativismo nos apresenta péssima qualidade de vida;
* O avanço tecnológico nos deixa transtornados, sem capacitação, aprendendo com o outro as teóricas apresentadas no recurso; temos muitos meios que nos dão prazer: a TV, a internet, o cinema, porém nunca vi o homem tão infeliz, transformando-nos numa fábrica de stress;
Gosto demais de contemplar o belo, tenho espírito de jovem, como de costume continuo sendo uma pessoa bem humorada – as pessoas tem prazer em ficar ao meu lado, porém às vezes sinto transtornos emocionais de tanta alegria.
Não quero ficar reclamando das situações desagradáveis. Agradeço a Deus todos os dias pelo dom da vida da minha família, pelo pão de cada dia que todos os dias chega a nossa mesa, pelo meu esposo, pelos nossos três filhos, pelo meu trabalho, pelo trabalho do meu esposo, pelos estudos dos nossos filhos, pelo que somos e temos, que Ele aumente cada vez mais a minha fé e com isso minha auto-estima se renova a cada dia.
Não tenho defeito corporal, por isso me aceito e gosto do jeito que sou e se algo me incomodar com certeza vou tratar essa deficiência com produtos naturais. O que me atrai são motivos que destacam a inteligência feminina. Adoro cuidar das minhas plantas e contemplar o canto dos pássaros na minha casa. Gosto de escrever mais do que falar. Prefiro analisar as colocações, parar para pensar, avaliar todos os dias o que fiz, o que deixei de fazer, copiar as coisas boas e deletar as ruins. Procuro todos os dias colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranqüila para que haja um estímulo na minha inteligência e ter um rendimento satisfatório gozando de saúde, paz, amor, compreensão, luz, paciência, determinação, sabedoria, discernimento e união para solucionar os problemas diários. Procuro a cada dia manter a minha qualidade de vida, pois ela é a maior empresa do mundo. Evito todos os dias que ela vá à falência. Acredito que existem muitas pessoas que precisam, admiram e torcem pela nossa felicidade, porém é necessário que sejamos vigilantes na oração e na fé. Quando não sei responder algo inconveniente, prefiro dar por calada a resposta, silenciar e acho que não existe melhor resposta. Costumo deixar problemas de casa, em casa e do trabalho, no trabalho.
Se eu não passar o dia alegre, me descaracterizo. Procuro desde pequena viver como bambu: oco e que eu possa todos os dias encher de graça e com a plenitude do espírito santo, procuro sempre crescer como o bambu para o alto, buscando a graça de Deus, se quero chegar ao alto eu preciso ter raízes saradas, profundas, curadas, a graça da cura é o meu sustento e eu me fortaleço. Se eu quero crescer para o alto, preciso cortar os galhos – precisamos ser podados (afastar de mim tudo aquilo que não agrada a Deus), os bambus são cheios de nós – que são os nossos problemas – cada etapa que venço, os problemas precisam ser resolvidos, superar os desafios, perdoar a quem magoou, preciso ter resistência para superar as dificuldades, estrutura para os problemas assimilados. Se eu me apoiar no outro é vitória garantida. E viver em comunidade escolar e local tem que resolver certos melindros: 1- viver como a lagartixa que mesmo cortando o rabo consegue viver; 2 – viver como o pavão que a cada estação caem às penas e você consegue superar; 3 – viver como a árvore – cortando os galhos, deletando as coisas ruins e colando as coisas boas.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros, refletir sobre a tristeza, aprender lições nos fracassos, encontrar alegria no anonimato, é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise, é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”.
E quando eu errar o caminho, o Senhor Jesus me ajude a recomeçar tudo de novo.
É preciso ter humildade e simplicidade para se curvar na hora da tempestade.
Trabalho em escola por opção; me identifico muito com jovens por ter três filhos jovens e falar a linguagem deles e também por estar coordenadora escolar, fazendo o que gosto, por ter um salário que atende as minhas necessidades financeiras, o suficiente para me manter e também porque trabalhar na educação devemos ser eternos aprendizes, temos que estar sempre nos capacitando, investindo em nós mesmos, ficando sempre nos atualizando de tudo. Tenho grande facilidade em fazer amizades, de me comunicar com as pessoas, adoro passear e conhecer lugares diferentes. Gosto de construir histórias, sonhar sempre, dar e receber presentes. Sempre que posso faço caminhada, massoterapia, drenagem linfática – para que possa renovar minha energia cerebral, relaxa e tranqüiliza como também me alimentar bem. Procuro viver na santa paz do Senhor e em tudo por tudo, em primeiro lugar – é minha família. Gerencio minhas emoções. Procuro contribuir com a educação, ajudando a prevenir as doenças. Às vezes sou ansiosa devido o ativismo na escola e apresento sintomas como inquietação, pensamento acelerado, nó na garganta, hipertensão arterial; porém procuro superar as barreiras através do meu senso de humor, tenho a mente de um executivo e o coração alegre de um palhaço. A vida é tão breve. Felizes os que usam a cabeça para pensar e não para sofrer, governo minhas emoções para ter esperança de dias melhores, me policio diariamente, sou mais de ouvir que falar e tirar conclusões obvias para um bom relacionamento com as pessoas.
Não tive uma infância muito feliz por ser a filha mulher mais velha da família, tinha a obrigação de cuidar das outras duas irmãs para ter o direito de brincar e divertir. Acredito às vezes, que pagamos pelo erro dos outros, de idéias negativas e alguns acontecimentos chegam à nossa vida e ficam registrados dos quais não podemos esquecer, só reeditadas, porém prefiro plantar flores pelo meu caminho. Trabalhei muito a perda do meu pai, uma pessoa muito querida por toda família, mas utilizei a dor para amadurecer, repensei nas dificuldades que passei e tive bastante humildade e simplicidade para viver alegre e feliz. A vida é uma grande escola, amo as coisas porque sei o quanto custam e os amigos sinceros porque aprendi muito com eles: para dialogar, trocar experiências, afogar as mágoas e para levantar a auto-estima, aprendi muito com o erro dos outros, mas é preciso cativar as pessoas: família, amigos, colegas de trabalho. Não gosto de solidão, porém necessito de silêncio para escrever, colocar os pensamentos a prova. Tudo que tenho foi conquistado com muito trabalho e sacrifício – Deus faz sua parte, porém é necessário que façamos a nossa e planejado com objetivos e metas: esposo, família e emprego. Sou muito pé no chão, tenho atitude e tenho muitos motivos para lutar: gosto do que é bom, do que é necessário, não gosto de estragar, valorizo tudo que faço e faço com amor.